Não sei por que as coisas acontecem na nossa vida e confesso que tenho acordado todos os dias com um único pensamento : Não querer saber.
Era quarta a noite, nada ia tão bem quanto eu gostaria, topei com coisas que não me fizeram o bem que eu esperava, ouvi coisas que pensei ouvir jamais, pensei e falei tudo o que afligia meu coração.
Deparei com aquela imagem, linda, e mesmo sendo apagado, ganhei um meio sorriso. Pensei e logo me recompus quando me dei conta de que não poderia olhar nos olhos, nem admirar nem notar o que estaria mais bonito.
Gostaria muito, que aquele momento tivesse sido mais um dos velhos encontros, que logo depois da porta se abrir eu ganharia um beijo no rosto como sinal de implicância ou diria á palavra que ainda insiste em martelar a minha cabeça e dar socos no meu peito.
Era angustiante toda aquela situação. A minha verdadeira vontade ao descer todos aqueles degraus era de voltar até lá dar um imenso grito com essa coisa que me martela o peito e fazer tudo aquilo que a minha pele e alma tanto desejavam. Nada disso seria real. Era mais um sonho bobo, outro sonho que eu jurei não sonhar mais. Alguma coisa é mais forte do que eu, o suficiente para que com toda essa situação angustiante continuem me dando alardes de que tudo o que mais precisava e preciso são os quentes e confortáveis braços, peitos e hálito.
Algo desceu dos meus olhos, eu não conseguia, depois de tantos dias de controle, controlar toda aquela água que não tem um gosto muito bom, descendo rosto abaixo.
A minha certeza e verdade de que o Adeus estava sendo ultimo e acontecendo naquele momento nunca foi tão única quanto naquela noite.
Por mais incrível que possa parecer não saí daquele lugar que já me deu tantas alegrias e prazeres com o coração sangrando. Saí de lá com um enorme ponto de interrogação na cabeça e vendo imagens antigas de como tudo poderia estar sendo diferente, de como lágrimas salgadas de tristeza poderiam ser lágrimas salgadas, como já acontecido antes, mas sim, lágrimas de felicidade, conforto e tranqüilidade. Não são, não eram, não serão mais.
Agora eu sei como é,se sentir extremamente pequena e insignificante e como isso dói em alguns lugares que eu nem sabia que existiam dentro de mim.Que não importam quantos cortes de cabelo eu faça, quantas vezes eu vá a academia ou quantas garrafas tome com as minhas amigas. Continuo indo pra cama todas as noites, repassando todos os detalhes e me perguntando o que fiz de errado e como pudi ter entendido errado .. ou como pensei que seria e era feliz.
O amor não tira férias.
Como eu já havia te dito antes - É de arrepiar!
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