quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

O sonhar

Sempre acreditei muito na minha fé. Embora eu não seja uma das mais devotas filhas de cristo, sempre fui fiel a sua memória e a sua imagem, mesmo que jamais vista.
Acordei com a impressão de estar mais calma e disposta a esperar pelas coisas, coisas quais nem sei , apenas acordei disposta a esperar. Acordei tentando me lembrar o que havia sonhado em toda aquela noite tão tranqüila de sono que eu não tinha á muito tempo. Depois de tanto me torturar tentando lembrar, nada. Após tanto esforço, me dei conta de que não havia sonhado coisa alguma, boa ou má, alegre ou triste. Admito que me decepcionei no início, depois pensei o quanto ridícula eu estava sendo em ter me sentindo tão mal por ter apenas dormido tranquilamente.
Sonhar para mim, ainda anda sendo a ultima coisa que eu gostaria de fazer.
Acordei com vontade de escrever algumas poucas palavras, de ouvir uma boa música e beber um bom como d’água! Acordei numa manhã nublosa, no entanto, disposta.
Acordei com a esperança de que sou capaz de acordar assim outros dias, de não sentir vontade de não levantar da cama ou colocar os pés pra fora do quarto. Acordei viva! Acordei com vontade de ter mais fé do que de costume, com esperanças e com uma pontinha de vontade de voltar a sonhar por coisas que eu não quis pensar se valem apena, apenas acordei com essa vontade de um sonho qualquer, contanto que seja bom e eu seja capaz da realização, mas sem pressa. Acordei e passei o resto do dia admirando as pessoas, os lugares, o céu, desenhando o mar na minha cabeça, sentindo as batidas do meu coração , mas sem pensar em suas feridas, apenas aproveitando o som que sai de dentro de mim.
Acordei com vontade de acordar assim todos os dias, com a certeza de que a fé e a esperança devem sempre dormir e acordar ao meu lado, dentro de mim, fora, nos meus olhos e no meu sorriso todos os dias da minha vida e até após ela, por que não há nada melhor do que se sentir viva, e poder gritar isso aos 7 cantos, que podem não ser do mundo dos alheios, mas suficientemente do meu mundo.

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